Carlos Carreiras critica falta de critérios na arbitragem brasileira
Comentarista aponta diferenças na aplicação de cartões, acréscimos e revisões do VAR em partidas do Campeonato Brasileiro.

A aplicação de critérios diferentes pela arbitragem voltou ao centro do debate após a rodada do Campeonato Brasileiro. Lances semelhantes receberam decisões distintas, e partidas tiveram variações relevantes na punição por cera e na definição dos acréscimos.
“As polêmicas do VAR colocam lenha na fogueira, mas está sobrando cada vez mais para a arbitragem por causa da falta de critérios. Isso prejudica.”
Disse Carlos Carreiras.
Uma das comparações envolveu o comportamento de goleiros do Internacional em jogos contra Corinthians e Palmeiras. A demora para reiniciar a partida resultou em advertências e tempo adicional diferentes, apesar de situações descritas como parecidas.
Também houve questionamento sobre a ausência de revisão ou interrupção em lances de mão, contatos físicos e jogadas duras. O VAR só pode intervir em situações previstas pelo protocolo, mas a decisão inicial do árbitro de campo continua determinante para faltas e cartões.
A falta de uniformidade afeta a confiança de clubes e torcedores. Quando a mesma regra parece produzir respostas distintas, cresce a discussão sobre treinamento, comunicação e transparência das equipes de arbitragem.
Uma reunião da CBF foi anunciada para reavaliar a entrada de novas regras. O encontro abre espaço para esclarecer procedimentos e reduzir diferenças de interpretação entre árbitros e partidas.
O debate não elimina a responsabilidade de jogadores e comissões técnicas pelos próprios resultados. A cobrança principal recai sobre a necessidade de critérios previsíveis, capazes de ser compreendidos e aplicados de forma semelhante ao longo da competição.





