Carlos Carreiras cobra padrão técnico e aferição externa para o VAR

Comentarista critica decisões divergentes, lembra que a palavra final é do árbitro de campo e pede critérios verificáveis para o uso da tecnologia.

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Retrato editorial de Carlos Carreiras em sala de análise de vídeo do futebol
Imagem gerada por IA
Canal ABC, a sua TV Regional

O uso do árbitro assistente de vídeo voltou ao centro do debate depois de lances contestados na rodada do futebol brasileiro. Carlos Carreiras criticou decisões que, em sua avaliação, aplicaram critérios diferentes a situações semelhantes e ampliaram a desconfiança sobre a ferramenta.

A marcação de impedimentos foi um dos pontos analisados. Linhas traçadas sobre imagens de jogo orientam decisões por margens pequenas, mas o resultado depende do enquadramento, do momento escolhido para congelar a jogada e da posição adotada pelo sistema.

“Falta padrão no VAR. Enquanto não tiver o Inmetro fazendo a aferição, uma instituição pública fazendo a aferição, vai ficar essa bagunça.”

Disse Carlos Carreiras.

A cobrança por aferição externa busca transformar o procedimento em algo verificável. Equipamentos, calibração e protocolos precisam produzir resultados consistentes para que clubes, atletas e torcedores compreendam por que um lance foi validado e outro, aparentemente semelhante, recebeu decisão diferente.

“A tecnologia no futebol, eu acho que ela vem para ajudar, mas, da forma como está, ela está favorecendo. Ela não está ajudando, está favorecendo a quem eles querem. Essa é a realidade.”

Disse Carlos Carreiras.

O VAR não substitui o árbitro principal. O sistema oferece imagens e informações para revisão, enquanto a decisão final continua com o profissional em campo. Essa divisão de responsabilidades é importante para entender que a tecnologia participa do processo, mas não elimina a interpretação humana.

“Antigamente, o erro do juiz era um erro orgânico. Estava ali dentro do campo, no suor, no calor, e tinha polêmica. Aí veio a tecnologia para ajudar o juiz. Agora está pior, porque os erros ficam seletivos.”

Disse Carlos Carreiras.

A promessa de reduzir erros elevou a expectativa sobre cada revisão. Quando uma decisão continua controversa mesmo após a consulta às imagens, a discussão deixa de se limitar ao lance e passa a envolver a qualidade do protocolo.

Padronização, transparência e explicações públicas podem reduzir essa distância. O objetivo não é eliminar toda interpretação do futebol, mas assegurar que o mesmo conjunto de critérios seja aplicado de forma previsível durante a competição.

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