Tucum transforma música, teatro, dança e poesia em criação coletiva
Grupo criado por Luísa Pitta, Luas e Flávio Pacato nasceu em uma companhia itinerante e desenvolve repertório a partir de múltiplas linguagens.

O Tucum nasceu em 2017 do encontro de Luísa Pitta, Luas e Flávio Pacato durante o trabalho em uma companhia de teatro itinerante. O trio percorria cidades brasileiras com um caminhão-palco que levava programação gratuita a locais com pouca estrutura cultural.
As experiências da estrada deram origem às primeiras composições. Cada canção começou em uma cidade diferente, e esse percurso formou o álbum 22 Dias a Pé. O single Ciganos do Espaço se tornou uma das faixas de maior circulação do grupo.
“A arte é muito apaixonante, porque ela nos convoca a nós mesmos. O espaço de se encontrar com a arte é um espaço da gente se encontrar, se ver, se rever, se redescobrir.”
Disse Luísa Pitta.
O processo criativo não segue uma única ordem. Melodias, letras e poesias são compartilhadas entre os integrantes e podem permanecer guardadas até encontrar outro elemento que complete a composição. Uma ideia registrada anos antes, por exemplo, pode receber um novo texto e se transformar em canção.
“Essa mistura é a essência da arte. A gente divide em caixinhas o teatro, a dança, a música, mas, no fundo, existe dança e música no teatro, existe teatro e dança na música.”
Disse Luísa Pitta.
O nome “bando de criação” traduz essa escolha. O Tucum se apresenta com ênfase musical, mas incorpora movimento, interpretação, poesia e performance. A formação dos integrantes em artes cênicas influencia tanto a presença no palco quanto a maneira de construir cada espetáculo.
O grupo também prepara um projeto teatral em que a música continuará atravessando a cena. A mudança não abandona os shows: amplia o uso das linguagens que já convivem no repertório e abre outra frente para a criação coletiva.





