André Pereira Lindenberg relata como garrafas PET viram instrumentos musicais de baixo custo
André Pereira Lindenberg contou que a Oficina do Dedeco transforma garrafas, metais e outras sobras em instrumentos acessíveis e mantém uma rede com cooperativas de resíduos.

André Pereira Lindenberg relatou que a Oficina do Dedeco cria instrumentos musicais de baixo custo a partir de garrafas PET, peças metálicas, fitas e outros materiais reaproveitados. Segundo o entrevistado, a pesquisa nasceu do encontro entre música e imagem e avançou para esculturas, roupas e objetos sonoros.
Entre os instrumentos apresentados está o Sinopet, feito com uma garrafa PET e uma válvula automotiva. André Pereira Lindenberg explicou que o ar comprimido permite alterar a altura do som: a nota fica mais grave à medida que a quantidade de ar diminui. Ele afirmou que publicou tutoriais na internet para ampliar o acesso à técnica.
“Trabalhar com sustentabilidade, eu não posso guardar uma ideia para mim. Eu quero que o máximo de pessoas estejam fazendo.”
Disse André Pereira Lindenberg.
André Pereira Lindenberg também descreveu instrumentos modulares feitos com conjuntos de garrafas. O processo inclui o uso de calor para modificar o material e alcançar diferentes notas. Quando uma peça não chega ao resultado esperado, a oficina reaproveita a garrafa em outro instrumento ou encaminha as sobras para reciclagem.
Segundo o relato de André Pereira Lindenberg, a Oficina do Dedeco compra garrafas PET de uma cooperativa e devolve latas, papelão, plástico e outras sucatas ao mesmo circuito. Clientes que entregam resíduos podem receber desconto na compra de kits, o que mantém os materiais em circulação e gera receita para a cooperativa.
O entrevistado mostrou ainda um instrumento feito com um recipiente metálico de ar-condicionado e uma pele de garrafa PET, além de um tambor construído com fita adesiva sobre uma estrutura quadrada. André Pereira Lindenberg afirmou que essas soluções foram pensadas para educadores e musicoterapeutas que precisam transportar instrumentos e trabalhar em diferentes espaços.
A variedade apresentada inclui peças que reúnem mais de uma sonoridade e modelos que podem ser construídos com ferramentas simples. O relato de André Pereira Lindenberg associa a pesquisa sonora à acessibilidade, à educação musical e ao reaproveitamento de materiais dentro de uma rede produtiva local.





