André Pereira Lindenberg relata como o Pé na Viela levou experiências sonoras a espaços públicos
André Pereira Lindenberg contou que uma experiência iniciada na Índia levou a intervenções em vielas, escolas e comunidades de Mauá e da zona sul de São Paulo.

André Pereira Lindenberg relatou que uma viagem à Índia, em 2009, marcou o início de uma pesquisa sobre intervenções sonoras fora dos espaços culturais. Convidado por uma parceira que morava no país, ele decidiu usar parte dos 40 dias da viagem para experimentar como instrumentos e performances seriam recebidos na casa das pessoas e em vielas.
“Eu queria experimentar qual era a sensação, né? Qual era a real mesmo potência dessa intervenção, não dentro de um espaço cultural, mas na casa das pessoas.”
Disse André Pereira Lindenberg.
Segundo André Pereira Lindenberg, o contato com um motorista chamado Arvind abriu o caminho para chegar a áreas populares e realizar as primeiras experiências. A pesquisa foi retomada depois no projeto Pé na Viela, contemplado pela Funarte, com ações em regiões de São Paulo e no Jardim Zaíra, em Mauá.
As intervenções reuniam roupas sonoras, garrafas transformadas em instrumentos, chapéus que funcionavam como pandeiros e peças construídas com pregos, molas e outros materiais. André Pereira Lindenberg contou que crianças e moradores participavam das ações, em vez de apenas assistir a uma apresentação pronta.
O entrevistado relacionou essa prática à ideia de instauração sonora. Na explicação de André Pereira Lindenberg, a instalação espera a chegada do público; a instauração se desloca, passa pelas pessoas e modifica temporariamente a relação com o espaço. O objetivo é levar a experiência ao território e permitir que cada grupo participe da criação.
“Qual a sua assinatura? Eu preciso ir assistir a um espetáculo e falar: essa trilha é do José, essa trilha é da Leia.”
Disse André Pereira Lindenberg.
André Pereira Lindenberg afirmou que a escuta e a pesquisa autoral ajudam cada participante a reconhecer uma assinatura própria. O Pé na Viela uniu esse princípio a intervenções itinerantes em comunidades, escolas e outros locais onde o público não estava previamente preparado para receber uma apresentação artística.





