André Scarpino diz que Plano Diretor deve integrar zoneamento, drenagem e comércio
Revisão enviada à Câmara reúne novos parâmetros de uso do solo e exige coordenação entre urbanismo, habitação, mobilidade e infraestrutura.

André Scarpino afirmou que a revisão do Plano Diretor de Santo André precisa ser aplicada em conjunto com políticas de drenagem, mobilidade, habitação e desenvolvimento econômico. O texto encaminhado à Câmara atualiza parâmetros de uso e ocupação do solo.
Segundo Scarpino, as áreas autorizadas a receber novas construções precisam ser analisadas com a capacidade da infraestrutura existente. A verticalização altera circulação, impermeabilização do solo, demanda por serviços e atividade comercial.
O secretário disse que a equipe de infraestrutura acompanha a revisão conduzida pela área de desenvolvimento urbano e habitação. A coordenação busca impedir que decisões sobre edifícios e comércio sejam tomadas sem considerar drenagem, trânsito e equipamentos públicos.
“A obra não é só asfalto e concreto; ela tem um papel social de transformação na cidade.”
Disse André Scarpino.
O planejamento urbano citado na entrevista inclui ruas compartilhadas, corredores culturais e conexões entre equipamentos públicos. A proposta é tratar as intervenções como partes de uma rede, em vez de executar obras isoladas sem relação com o funcionamento do entorno.
“Não existe cidade inteligente; existe o que é inteligente na cidade para as necessidades das pessoas.”
Disse André Scarpino.
O novo Plano Diretor estabelece a base legal para as escolhas de longo prazo. A execução depende da articulação entre secretarias e da compatibilidade entre parâmetros urbanísticos, capacidade de drenagem, mobilidade e serviços disponíveis em cada região.





