“É assim mesmo” pode transformar acomodação em rotina, diz Inácio Siqueira
Apresentador usa a expressão para discutir a naturalização de problemas em empresas, famílias e relacionamentos.

A frase “é assim mesmo” pode funcionar como sinal de acomodação quando passa a encerrar qualquer tentativa de mudança. Inácio Siqueira usou a expressão para discutir situações repetidas em empresas, famílias e relacionamentos.
O exemplo inclui pessoas que definem a própria comunicação como ruim, descrevem uma equipe como impossível de mudar ou tratam um relacionamento insatisfatório como algo inevitável. Em todos esses casos, a frase substitui a análise do problema por uma conclusão pronta.
“A grande autossabotagem é você falar assim: ‘É assim mesmo’.”
Disse Inácio Siqueira.
Reconhecer que uma situação existe não significa aceitar que ela nunca poderá ser transformada. Algumas mudanças dependem de tempo, recursos, negociação ou apoio; outras começam por uma decisão concreta que vinha sendo adiada.
Inácio também associou a acomodação ao receio de enfrentar o trabalho envolvido. Rever processos, conversar com uma equipe ou estabelecer limites em uma relação pode gerar desconforto, mas continuar negociando indefinidamente com o problema também tem consequências.
“Não é assim mesmo. Eu não mereço isso, eu não quero isso, eu quero ser bem tratado, eu quero comer o melhor, eu quero ter as melhores coisas.”
Disse Inácio Siqueira.
O apresentador deixou claro que a reflexão também se aplica a ele. A proposta não é manter insatisfação permanente, e sim evitar que gratidão e adaptação sejam confundidas com desistência de qualquer melhora possível.
Transformar a frase em pergunta ajuda a localizar o próximo passo: isso realmente não pode mudar ou apenas ainda não foi enfrentado? A resposta varia conforme o contexto e não deve virar julgamento sobre quem vive restrições concretas.





