Espaços corporativos precisam combinar convivência, foco e circulação
Escritórios compartilhados funcionam melhor quando oferecem áreas colaborativas e locais reservados para atividades que exigem concentração.

Escritórios abertos facilitam a comunicação entre equipes, mas não eliminam a necessidade de privacidade e silêncio. Um projeto funcional precisa considerar tarefas colaborativas e atividades que exigem concentração por períodos mais longos.
A divisão tradicional por departamentos perdeu espaço em empresas que reúnem profissionais de áreas diferentes em um mesmo projeto. Marketing, financeiro, comercial e operações podem compartilhar informações com mais agilidade quando a circulação e os pontos de encontro foram planejados para esse uso.
O modelo aberto, porém, deve oferecer salas ou cabines para reuniões, chamadas e desenvolvimento de ideias. O tratamento acústico ajuda a impedir que uma conversa se transforme em distração para toda a equipe.
Mesas e cadeiras precisam corresponder às atividades realizadas e ao tempo de permanência. A iluminação deve aproximar luz suficiente das estações de trabalho, enquanto corredores livres evitam que a disposição do mobiliário atrapalhe deslocamentos.
“Quando eu penso nas pessoas, eu penso no bem-estar delas. Pensando no bem-estar delas, o que vai gerar este bem-estar? Então vou avaliar como o ambiente impacta.”
Disse Elizete Fernandes.
Elementos naturais podem aparecer em plantas, cores, madeira, pedras ou imagens de paisagem. Quando uma planta natural não é adequada à manutenção do local, o verde pode ser incorporado em uma poltrona, um painel ou outro elemento visual.
O planejamento também precisa prever como o escritório será usado ao longo do dia. Áreas de convivência, pontos de trabalho compartilhados e espaços de descompressão cumprem funções diferentes e devem permanecer acessíveis sem comprometer a produtividade das demais áreas.





