Gustavo Boato defende uso da inteligência artificial para ensinar crianças a fazer perguntas
Educador afirma que escolas devem orientar o uso de IA e estimular alunos a questionar respostas, fontes e funcionamento das ferramentas.

O avanço da inteligência artificial ampliou o acesso de crianças e jovens a respostas prontas, códigos e projetos. Para o educador Gustavo Boato, a escola precisa incorporar essa realidade com orientação, curiosidade e responsabilidade.
Alunos conectados chegam à sala de aula com referências obtidas em vídeos, redes sociais e ferramentas de IA. Esse repertório pode contribuir com os projetos, desde que o estudante não seja reduzido a apertar um botão e aceitar o primeiro resultado.
“As crianças precisam aprender a fazer novas perguntas, aprender como perguntar, questionar.”
Disse Gustavo Boato.
A formulação de perguntas passa a ser uma habilidade central. O aluno precisa descrever um problema, testar uma resposta e perceber quando a ferramenta não compreendeu o objetivo ou produziu um resultado insuficiente.
“Ensinar tecnologia não é apenas apertar teclas, é mostrar como funciona de fato.”
Disse Gustavo Boato.
A orientação também envolve famílias e educadores. A tecnologia pode aproximar pessoas e ampliar a aprendizagem, mas exige acompanhamento para que o tempo de tela tenha propósito e não se limite ao consumo contínuo de conteúdos.
Compreender fontes, processos e limites das respostas automáticas ajuda a desenvolver pensamento crítico. A proposta é usar a IA como recurso de aprendizagem sem abandonar a investigação, a colaboração e a capacidade humana de decidir o que perguntar.





