Inteligência artificial acelera tarefas, mas estratégia continua humana
Luciano Bonetti avalia que ferramentas ampliam a velocidade da comunicação sem substituir criatividade, visão de negócios e relacionamento.

A inteligência artificial já acelera tarefas operacionais em agências e departamentos de comunicação. Desdobramento de peças, organização de processos e produção de variações visuais estão entre as atividades que podem ganhar velocidade com as ferramentas.
“Eu acho que as inteligências artificiais vieram para talvez trazer velocidade para algumas tarefas operacionais, mas ainda não substituem a inteligência e a estratégia do ser humano.”
Disse Luciano Bonetti.
O uso eficiente depende da qualidade das instruções, da identidade visual e do planejamento que orienta cada entrega. Sem direção criativa, conteúdos gerados por ferramentas diferentes podem ficar parecidos e perder capacidade de chamar a atenção do público.
Uma agência pode usar inteligência artificial para produzir desdobramentos a partir de uma identidade criada por profissionais. Nesse arranjo, a tecnologia amplia a produtividade, enquanto pessoas continuam responsáveis por estratégia, conceito, escolha de linguagem e coerência com o negócio.
“Não dá para dizer que a comunicação vai se transformar, tudo vai ser IA, tudo vai ser no digital.”
Disse Luciano Bonetti.
O cenário também preserva espaço para televisão, mídia exterior, revistas e outros canais. Cada meio atende objetivos e públicos diferentes, e a escolha precisa considerar o comportamento da audiência, o formato da mensagem e a capacidade de diferenciação.
As categorias do Prêmio ABC já incorporam o uso de inteligência artificial em áreas como design, digital, automação, publicidade e inovação. Os comitês de cada setor definem como a tecnologia entra na avaliação dos trabalhos.
Ferramentas mais rápidas não eliminam a necessidade de conversa com clientes, leitura de contexto e visão comercial. A combinação entre tecnologia e repertório humano tende a definir quais marcas conseguem evitar a padronização e transformar eficiência operacional em comunicação relevante.





