Marcos Goffredo defende transição equilibrada no fim da escala 6x1

Advogado trabalhista avalia que a redução da jornada exige adaptação das empresas e deve considerar o custo social suportado pelos trabalhadores.

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Marcos Goffredo em ambiente de planejamento de jornada com calendário e relógio
Imagem gerada por IA
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Marcos Goffredo avalia que o fim da escala 6x1 precisa combinar redução de jornada, prazo de adaptação para as empresas e instrumentos capazes de organizar a transição.

A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados em maio de 2026 estabelece jornada máxima de 40 horas por semana, distribuída em cinco dias, com dois dias de descanso e sem redução salarial. O texto segue em discussão no Senado.

“A legislação trabalhista deveria dar mais liberdade para você estabelecer a forma que vai trabalhar? Talvez sim. Por outro lado, se você não fizer essa restrição, a sociedade não vai evoluir nesse sentido nunca.”

Disse Marcos Goffredo.

O advogado considera que instrumentos já existentes, como compensação de jornada, banco de horas e contratação parcial, podem ajudar empresas a reorganizar escalas. A aplicação depende das regras válidas para cada atividade e das negociações permitidas em lei.

Setores que funcionam durante toda a semana enfrentam desafios diferentes dos escritórios concentrados de segunda a sexta-feira. Comércio, alimentação, saúde, segurança e transporte precisam manter operação e dimensionar equipes para os novos limites.

“Existe um custo que as empresas vão ter que arcar? Infelizmente, sim. Por outro lado, já existe um custo hoje que os empregados estão arcando, de convívio social, de convívio com a família e de descompressão do trabalho.”

Disse Marcos Goffredo.

Marcos Goffredo relaciona a mudança a uma busca de equilíbrio. A proposta ainda depende da tramitação constitucional e não altera imediatamente os contratos enquanto não for promulgada.

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