Murilo Jorge leva formação clássica a repertórios contemporâneos no violino
Violinista de 18 anos relata início em projeto social, formação na EMESP e interesse por misturar música erudita a diferentes gêneros.

Murilo Jorge começou a estudar música ainda na infância. O contato familiar veio antes das aulas formais e criou uma rotina em que repertório, instrumentos e prática musical faziam parte do cotidiano.
A formação no violino começou no Projeto Futuração, iniciativa social ligada à comunidade onde vivia. Entre violino, viola, violoncelo e canto, a identificação maior ocorreu com o instrumento de registro mais agudo.
“Comecei no mundo da música por conta da minha família, principalmente, e agora estamos trilhando o caminho individual e coletivo, porque a música também não se faz sozinho.”
Disse Murilo Jorge.
O percurso prosseguiu com professores particulares e chegou à Escola de Música do Estado de São Paulo. No mesmo ambiente de estudo, composições de Bach e Villa-Lobos convivem com repertórios populares, criando contato entre alunos de formações diferentes.
Aos 14 anos, Murilo interrompeu temporariamente a dedicação ao instrumento. A exigência de estudo diário havia transformado a prática em obrigação, até que o contato com interpretações do violinista Augustin Hadelich renovou o interesse.
Essa retomada aproximou técnica e escolha pessoal. A rotina de estudo deixou de ser apenas compromisso externo e voltou a se conectar com o repertório que despertava curiosidade.
“Essa mistura é muito importante para criar novos ares. Eu acredito muito nessa ideia.”
Disse Murilo Jorge.
A combinação de referências aparece em projetos que transportam músicas contemporâneas para formações de cordas, harpa e piano. O violino permanece ligado ao repertório erudito sem ficar limitado a uma única linguagem.





