Pagode dos anos 1990 ganha novo fôlego entre regravações e plataformas digitais

Repertório de três décadas atrás volta a circular enquanto artistas conciliam memória afetiva, novas roupagens e lançamentos mais rápidos.

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Luisinho em sala de ensaio com instrumentos de samba e discos
Imagem gerada por IA
Canal ABC, a sua TV Regional

O pagode dos anos 1990 voltou a ganhar espaço em shows, regravações e plataformas digitais. Canções lançadas há três décadas chegam a novos intérpretes e públicos sem depender apenas das formações que as apresentaram originalmente.

A circulação mantém o repertório ativo e aproxima gerações. Artistas mais novos adotam outras roupagens, enquanto grupos veteranos encontram plateias que conheceram as músicas no rádio, em discos ou por meio de familiares.

“Eu acho que tem espaço para todo mundo e não existe disputa no meio musical. […] O samba nunca vai acabar.”

Disse Luisinho.

O contraste aparece no tempo de permanência dos lançamentos. Sucessos antigos podiam passar meses entre os mais pedidos das rádios, impulsionados por cartas e telefonemas. Nas plataformas, a resposta do público chega rapidamente e estimula a troca de faixa quando o desempenho não avança.

“Por causa da internet, hoje é coisa muito rápida. Hoje você grava uma música e é um mês. Aí está vendo que a música não está andando, já troca, vai outra.”

Disse Luisinho.

O Grupo Um Toque a Mais prepara músicas inéditas e planeja um novo audiovisual com convidados até o fim de 2026. O projeto procura equilibrar a força do catálogo antigo com repertório novo, sem depender apenas das regravações que sustentam a memória do pagode romântico.

A agenda de shows mantém o contato direto com o público. Projetos prolongados de samba, com várias horas de música e participações sucessivas, também ajudam a renovar o circuito e a transformar encontros semanais em vitrines para diferentes artistas.

Assista ao trecho

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