Paulo Proieti defende renovação política diante de eleição polarizada
Empresário avalia que debate econômico perdeu espaço para pautas de costumes e pede atenção a propostas e trajetórias dos candidatos.

O cenário econômico e a polarização devem influenciar a próxima eleição, segundo avaliação de Paulo Proieti. O empresário e advogado, que preside o Partido Novo em Santo André, citou recuperações judiciais, endividamento das famílias e dificuldades enfrentadas por empresas como temas que deveriam ocupar espaço central no debate público.
“Eu vejo essa eleição aqui como uma oportunidade pro cidadão que hoje tem o celular na mão, que consegue ter um nível de informação muito maior do que tinha antigamente, de pesquisar os seus candidatos, de pesquisar as propostas, de ver especificamente se ele faz parte do problema ou se ele faz parte da solução.”
Disse Paulo Proieti.
Proieti afirmou que o acesso à informação permite ao eleitor comparar propostas, pesquisar trajetórias e avaliar se candidatos contribuíram para os problemas ou apresentam soluções. A renovação política, em sua visão, merece atenção diante da permanência de nomes com vários mandatos.
“Eu acho que a população tem que dar chance para gente nova que está chegando, tentar olhar para a renovação política com um pouco mais de carinho.”
Disse Paulo Proieti.
Ao analisar a divisão entre direita e esquerda, ele atribuiu parte do avanço dos extremos ao desgaste de partidos que antes ocupavam o centro do confronto eleitoral. O resultado, segundo sua leitura, foi a redução do espaço para uma alternativa competitiva fora dos dois polos principais.
“É uma pena, porque praticamente acabou o debate democrático. A gente discute pauta de costume, a gente discute um monte de coisa e não discute o que é relevante.”
Disse Paulo Proieti.
O entrevistado também associou participação democrática à cobrança contínua dos representantes. Para ele, o envolvimento do cidadão não deve se limitar ao voto nem às discussões nas redes sociais, mas incluir organização comunitária e acompanhamento das decisões públicas.





