Como organizar poses e linguagem corporal em fotos de eventos

Distribuição por altura, posição de braços e mãos e cuidado com abraços ajudam a compor grupos sem esconder pessoas nem produzir gestos indesejados.

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Samara Alcantara orientando a composição de uma foto em grupo
Imagem gerada por IA
Canal ABC, a sua TV Regional

Uma foto em grupo exige mais do que reunir as pessoas diante da câmera. A posição de cada participante, a diferença de altura, o espaço entre os corpos e o destino das mãos interferem na leitura da imagem. Em eventos, uma organização simples antes do clique pode deixar a composição mais equilibrada e evitar que todos repitam a mesma pose.

Alinhar o grupo inteiro de lado tende a reduzir a variedade das posições. Uma alternativa é manter quem está no centro mais voltado para a câmera e permitir pequenas mudanças de ângulo nas pontas. Pessoas mais baixas podem ficar ligeiramente à frente, enquanto a cor das roupas ajuda a distribuir os integrantes pela cena.

“Gente, não fica uma do ladinho da outra, perde a personalidade. Quem tá na ponta pode dar uma encurvadinha, virar um pouquinho.”

Disse Samara Alcantara.

Braços e mãos merecem atenção porque costumam gerar desconforto quando não há orientação. Apoiar a mão com força na cintura e projetar o cotovelo para fora pode ampliar lateralmente a silhueta. Deixar o braço mais solto, com pequeno afastamento do corpo, cria uma posição menos rígida.

A mão no bolso pode funcionar quando combina com a situação. Já as mãos escondidas atrás do corpo eliminam os braços do enquadramento e podem deixar a postura pouco natural. Braços cruzados também mudam a mensagem visual e podem criar aparência de fechamento. Anfitriões se beneficiam de uma posição mais aberta e receptiva.

“Mas se você é um anfitrião, principalmente, não coloca a mão para trás. E também não coloca fechado, né? Fechado é mais político, policial, que você fecha a comunicação ali, a pessoa não chega até você.”

Disse Samara Alcantara.

Na foto sentada, o corpo pode ocupar a parte intermediária da cadeira em vez de permanecer totalmente recostado. Manter os dois pés apoiados no chão oferece uma base mais estável. Em retratos coletivos, quem está no centro precisa observar ainda como os abraços afetam o caimento da roupa.

“Você senta mais pro meio da cadeira, põe os dois pés no chão, não deixa o pé para trás, os dois pés firme. Isso dá firmeza para você.”

Disse Samara Alcantara.

O contato entre participantes também comunica. Mãos colocadas no pescoço, atravessadas sobre o corpo de outra pessoa ou apoiadas de maneira pesada no ombro podem dominar o enquadramento. Apoios discretos, quando o contexto e a relação permitirem, mantêm o grupo próximo sem esconder rostos, roupas ou gestos.

Não existe uma pose única para todo evento. A função de cada pessoa, o grau de proximidade, a roupa e o uso posterior da imagem mudam a solução. O ponto de partida é observar o grupo antes do clique e orientar cada gesto de acordo com a cena.

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