Um Toque a Mais reúne 38 anos de trajetória entre rádio, televisão e grandes palcos
Grupo paulista atravessou a era do vinil, conquistou discos de ouro e levou o samba a programas de TV, casas de espetáculo e eventos populares.

O Grupo Um Toque a Mais chegou a 38 anos de carreira com uma trajetória construída entre discos, rádio, televisão e grandes apresentações. A formação paulista conquistou dois discos de ouro e atravessou as mudanças do vinil para o CD e, depois, para as plataformas digitais.
O grupo esteve entre os primeiros representantes do samba de São Paulo a participar do programa do Faustão. Também se apresentou em casas como Olímpia e Palladium e gravou no estúdio Mosh, então apontado como um dos maiores da América Latina.
Parte desse caminho ganhou dimensão nacional com canções que continuaram a circular décadas depois do lançamento. Vida Bandida, lançada em 1991, recebeu regravações e permaneceu no repertório de rodas de samba e shows.
“Eu vou morrer, a música vai ficar. Pelo menos essa vai ficar.”
Disse Luisinho.
O Bairro do Limão, na zona norte de São Paulo, aparece como uma das bases culturais dessa história. Escolas de samba, grupos e comunidades da região criaram um ambiente de convivência que aproximou músicos e manteve a atividade artística entre gerações.
As apresentações mais lembradas incluem o Réveillon da Avenida Paulista, diante de um público próximo de um milhão de pessoas, e um grande show em Fortaleza. Os palcos ajudaram a consolidar a presença do pagode paulista em circuitos antes dominados por outros gêneros.
“O que a gente viveu na década de 90, a rapaziada não vai viver. […] O que a gente fez não vai acontecer.”
Disse Luisinho.
A formação mudou após as mortes de Beto e Carlão, com a entrada de Ricardinho e Marcinho. Os novos integrantes trouxeram outra geração para a rotina do grupo e ajudaram a manter repertório, shows e presença digital em atividade.





