Adesivo eleitoral não anula seguro, mas uso do carro em campanha exige aviso
Especialista explica que a cobertura permanece no uso particular; mudança para atividades frequentes de campanha deve ser comunicada ao corretor.

Colocar um adesivo eleitoral no carro não anula automaticamente a cobertura do seguro. O ponto decisivo é a finalidade dada ao veículo depois da identificação política.
Quando o automóvel continua sendo usado na rotina particular — deslocamentos para casa, trabalho, escola e supermercado — o adesivo, por si só, não muda o risco informado à seguradora. A situação se altera se o carro passa a trabalhar de forma frequente para uma campanha.
O alerta foi explicado por Alexandre Soto, da Soto Corretora, durante participação no episódio. O uso para transportar equipes de panfletagem, atender à logística de comícios ou permanecer à disposição de um candidato pode caracterizar finalidade diferente daquela declarada na contratação.
Nessa hipótese, o proprietário deve procurar o corretor e informar a mudança antes de manter a nova rotina. A seguradora poderá avaliar o perfil de uso e indicar as condições compatíveis com a atividade.
Uma participação pontual em carreata não é igual a ceder o veículo regularmente para a campanha. Ainda assim, o motorista deve conferir as regras do próprio contrato, porque produtos, coberturas e critérios variam entre empresas.
O boato que circulou nas redes sociais tratava qualquer adesivo como motivo para perda do seguro. A informação generalizada misturou duas situações distintas: manifestação política no veículo particular e alteração efetiva da forma como o carro é utilizado.
Em caso de dúvida, a orientação segura é consultar o corretor e registrar a informação pelos canais oficiais da seguradora. O cuidado reduz o risco de divergência no momento de um eventual pedido de indenização.





