Grande ABC registra um celular roubado ou furtado a cada 40 minutos
Região somou 6.547 ocorrências no primeiro semestre, quase 29% abaixo do mesmo período do ano anterior, mas manteve média elevada.

O Grande ABC registrou 6.547 roubos e furtos de celulares entre janeiro e junho. No mesmo período do ano anterior, as delegacias das sete cidades haviam contabilizado 9.194 casos. A diferença representa uma redução próxima de 29%.
Mesmo com a queda, a frequência permanece elevada: a média equivale a um aparelho levado a cada 40 minutos na região. O número reúne tanto casos de roubo, quando há ameaça ou violência, quanto furtos, em que o objeto é subtraído sem confronto direto.
Além do valor do aparelho, a perda envolve dados pessoais, aplicativos bancários, contas de e-mail, fotografias, documentos digitais e canais de comunicação. O bloqueio rápido do chip, das contas e do próprio dispositivo reduz o risco de novas fraudes depois da ocorrência.
Quem tiver o celular levado deve procurar a operadora para bloquear a linha e registrar boletim de ocorrência com o máximo de informações disponíveis. O número de identificação do aparelho, conhecido como IMEI, pode ser incluído no registro e usado para solicitar o bloqueio do equipamento.
Senhas de e-mail, banco e redes sociais também devem ser alteradas a partir de outro dispositivo confiável. Quando houver movimentação suspeita, o contato imediato com a instituição financeira ajuda a contestar operações e preservar os registros do atendimento.
A redução no primeiro semestre indica melhora em relação ao ano anterior, mas não elimina o impacto cotidiano desses crimes. Em locais movimentados, transporte público, vias comerciais e paradas no trânsito, manter o aparelho fora de exposição continua sendo uma medida de prevenção, sem transferir para a vítima a responsabilidade pela ação criminosa.





