Candidatura de Tarcísio à reeleição reúne quatro prefeitos do Grande ABC
Convenção do Republicanos oficializou a candidatura ao governo paulista e mostrou a divisão de apoios entre lideranças municipais da região.

O Republicanos oficializou a candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição ao governo de São Paulo durante convenção realizada no Ginásio do Ibirapuera, na capital. O encontro reuniu lideranças partidárias e mostrou como prefeitos do Grande ABC começaram a organizar seus apoios para a disputa estadual de outubro.
Quatro dos sete prefeitos da região participaram do evento: Gilvan Ferreira, de Santo André; Tite Campanella, de São Caetano do Sul; Taka Yamauchi, de Diadema; e Guto Volpi, de Ribeirão Pires. Deputados, vereadores e outras lideranças políticas também estiveram presentes.
A participação dos prefeitos dá dimensão regional à convenção. Chefes do Executivo municipal costumam exercer influência sobre alianças locais, mobilização partidária e organização de palanques durante campanhas estaduais e nacionais.
Do outro lado da disputa, Marcelo Oliveira, prefeito de Mauá, e Akira Auriani, prefeito de Rio Grande da Serra, foram citados como alinhados à candidatura de Fernando Haddad ao Palácio dos Bandeirantes. O cenário deixou os apoios regionais divididos entre os dois projetos apresentados para o governo paulista.
A distribuição não representa apenas uma escolha partidária. Prefeituras mantêm relação direta com o governo estadual em áreas como transporte, saúde, habitação, segurança, saneamento e obras de infraestrutura. Por isso, o posicionamento de cada liderança municipal também influencia o debate sobre prioridades para o Grande ABC.
Com quatro prefeitos na convenção do Republicanos e dois alinhados a Haddad, a região passou a apresentar contornos mais definidos para a campanha. A configuração ainda depende da formalização das chapas, das coligações e das estratégias que serão adotadas ao longo do período eleitoral.
O avanço das convenções transfere a disputa do campo das pré-candidaturas para a organização pública dos apoios. No Grande ABC, os movimentos iniciais indicam que o debate estadual será acompanhado de perto por lideranças municipais e terá reflexos nas agendas das sete cidades.





