Dois trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em Cotia
Homens de 40 e 59 anos viviam sem banheiro, recebiam até R$ 50 por semana e trabalhavam sem vínculo formal em propriedade rural.

Dois trabalhadores de 40 e 59 anos foram resgatados pela Auditoria Fiscal do Trabalho de uma propriedade rural em Cotia. Eles viviam em condições degradantes, sem banheiro, e recebiam até R$ 50 por semana.
Os homens realizavam atividades agrícolas, como plantio, roçagem, colheita e preparação do solo. O trabalho era executado sem vínculo formal e sem remuneração considerada adequada para as funções exercidas.
Um dos trabalhadores, natural da Bahia, permanecia no local havia oito anos sem direito a férias. O período prolongado mostra a gravidade da situação encontrada durante a fiscalização.
O resgate interrompeu uma rotina marcada por alojamento precário, pagamento extremamente baixo e ausência de direitos trabalhistas básicos. Condições análogas à escravidão não dependem apenas de privação física de liberdade: podem envolver trabalho forçado, jornada exaustiva, servidão por dívida ou ambiente degradante.
Empresas precisam conhecer a origem de produtos e serviços em suas cadeias de fornecimento. A fiscalização e a denúncia são instrumentos essenciais para localizar trabalhadores submetidos a violações e responsabilizar os envolvidos.





