A Última Sessão de Freud lota teatro e reforça pedidos de manutenção em Santo André
Duas sessões lotadas reuniram público no Teatro Municipal, enquanto Odylon Wagner elogiou o espaço e pediu melhorias de climatização, poltronas e iluminação.

A Última Sessão de Freud teve lotação máxima nas apresentações de sábado e domingo no Teatro Municipal de Santo André. O espetáculo, interpretado por Odylon Wagner e Marcelo Airoldi, levou ao palco um diálogo entre Sigmund Freud e C. S. Lewis sobre a existência de Deus, em uma montagem dirigida por Elias Andreato.
O público acompanhou duas sessões com casa cheia. A montagem reuniu cenário, iluminação e sonoplastia para sustentar o encontro entre os dois personagens, construído sem a tentativa de converter um ao outro. O embate se desenvolve a partir das experiências e convicções de cada um.
Depois da apresentação, Odylon Wagner elogiou o Teatro Municipal e lembrou sua relação com o espaço desde os primeiros anos de funcionamento. O ator também chamou atenção para necessidades de manutenção que afetam o conforto do público e a capacidade técnica de receber novas produções.
Entre os pontos mencionados estão a ausência de ar-condicionado e o tamanho das poltronas, que pode dificultar a acomodação de pessoas com mobilidade reduzida ou maior necessidade de espaço. A iluminação também foi citada como uma limitação para a chegada de espetáculos de grande porte.
O pedido direciona atenção a um equipamento cultural que recebe peças, shows e eventos públicos em Santo André. A conservação da estrutura, o conforto da plateia e a atualização dos recursos de palco influenciam tanto a experiência de quem assiste quanto as condições oferecidas às companhias.
A resposta do público mostrou demanda por programação teatral na cidade. As duas sessões lotadas contrariaram a percepção de esvaziamento dos teatros e colocaram o espaço municipal novamente no centro da agenda cultural do fim de semana.
O sucesso da montagem e os pedidos de melhoria caminham na mesma direção: preservar o teatro como patrimônio cultural ativo. A manutenção necessária não se limita à aparência do prédio; envolve acessibilidade, climatização e recursos técnicos capazes de manter Santo André no circuito de produções relevantes.





