Superendividamento leva Procon a orientar renegociação por etapas

Consumidor deve calcular despesas essenciais, priorizar dívidas menores e evitar novo empréstimo para cobrir pendências antigas.

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Mesa de planejamento financeiro doméstico usada como capa sobre superendividamento
Imagem gerada por IA

O superendividamento foi tratado por Aline Romanholli como uma situação em que a renda já não suporta dívidas e despesas básicas ao mesmo tempo. A diretora do Procon de Santo André explicou que água, luz, remédio, telefone e moradia precisam entrar no cálculo antes de qualquer acordo, para que o consumidor não assuma parcelas impossíveis de cumprir.

“Se o consumidor ele tem mais dívidas do que o salário dele suporta para pagar as despesas básicas do dia a dia, água, luz, remédio, telefone, ele não pode viver sem pagar aquilo.”

Disse Aline Romanholli.

A lei de superendividamento, alterada em 2021, protege consumidores que perderam a capacidade de arcar com despesas básicas por causa do excesso de crédito, dívidas e consumo. A edição do Renegocia mencionada por Aline estava prevista para 9 e 10 de junho, com atendimento na sede do Procon e presença de empresas com alto volume de reclamações ou serviços essenciais.

“Eu nunca oriento a pedir empréstimo para pagar dívida, porque aí você não vai pagar o empréstimo, você vai começar a pagar o empréstimo com a dívida.”

Disse Aline Romanholli.

A orientação é começar pelas dívidas menores, calcular despesas essenciais e evitar transformar uma dívida em outra maior. Aline relatou casos de pessoas com várias pendências simultâneas e pouco dinheiro livre para negociar, situação em que o Procon abre reclamações, aguarda respostas dos fornecedores e tenta construir parcelas compatíveis com a renda.

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