Humor corporativo precisa respeitar cultura e limites de cada empresa
Adaptação à cultura de cada empresa define limites para piadas, exemplos e intervenções de humor no trabalho.
O humor corporativo precisa ser adaptado à cultura de cada empresa, segundo Jeffy Jombelli. O entrevistado explicou que, antes de uma apresentação, é necessário conversar com a organização para entender limites, temas sensíveis e o nível de abertura para interação com colaboradores e lideranças.
“Na verdade, é a própria empresa que diz quais são os seus limites com base na cultura.”
Disse Jeffy Jombelli.
Nas empresas, o humor tem uma função diferente do palco aberto de stand-up. Nesse ambiente, a função não é expor, ridicularizar ou transformar funcionários em alvo de constrangimento, mas criar um momento de descompressão que respeite relações internas e a forma como a equipe convive.
“A proposta do humor é a descompressão. Proposta do humor é dar o alívio.”
Disse Jeffy Jombelli.
Jeffy afirmou que empresas podem pedir, por exemplo, que o humorista não interaja diretamente com colaboradores se houver receio de exposição. Para ele, o trabalho profissional começa justamente na leitura dessas condições e na adaptação da linguagem ao ambiente.
“Na empresa ele sempre tem que ser rir junto, nunca eu rindo de você.”
Disse Jeffy Jombelli.
O papel da liderança também apareceu na conversa. Quando uma figura de autoridade aceita brincar e rir junto, o clima tende a favorecer a comédia. Quando o líder se fecha, o efeito pode ser o oposto, mantendo tensão e limitando a participação do grupo.