Juliana Lozano alerta que atraso na fala exige investigação precoce
Médica otorrinolaringologista defende avaliação cedo e alerta que esperar demais pode prejudicar o prognóstico infantil.
A médica otorrinolaringologista Dra. Juliana Lozano afirmou que atrasos na fala infantil não devem ser tratados apenas como uma questão de tempo. Ao comentar a apraxia da fala na infância, ela defendeu diagnóstico e intervenção precoces para melhorar o prognóstico da criança.
“Quanto antes a gente diagnostica e entra com uma intervenção adequada, melhor o prognóstico daquela criança.”
Disse Dra. Juliana Lozano.
Juliana explicou que o desenvolvimento infantil tem marcos que precisam ser observados. Para ela, a ideia de que cada criança fala quando quiser pode atrasar a busca por avaliação especializada.
“Essa coisa de cada um tem o seu tempo não existe.”
Disse Dra. Juliana Lozano.
A escola foi citada como ambiente importante para perceber sinais de alerta. A médica ressaltou que professores não fazem diagnóstico, mas podem chamar a atenção da família para comportamentos diferentes.
Na investigação de atraso de fala ou linguagem, a primeira etapa apontada foi descartar alterações auditivas. A avaliação com otorrino ajuda a identificar perda auditiva, otite secretora ou outras condições que podem comprometer a comunicação.
Depois da exclusão de perda auditiva, Juliana mencionou a necessidade de avaliação neurológica e, quando indicado, investigação com outros especialistas. A apraxia foi descrita como uma dificuldade motora da fala: a criança compreende, quer se comunicar, mas não consegue coordenar os movimentos necessários para formar palavras.