Projeto de megarrampa levou 13 anos e transformou prédio em pista para Sandro Dias
Dárcio França detalhou bastidores técnicos, aprovações internacionais, estrutura metálica e preparação para a descida histórica no Rio Grande do Sul.
Dárcio França detalhou os bastidores do projeto que levou Sandro Dias a descer de skate uma estrutura montada em um prédio no Rio Grande do Sul. Segundo ele, a ideia passou por um longo processo de aprovação dentro da Red Bull, primeiro no Brasil e depois no time global, até receber sinal verde para ser executada.
“Esse projeto, para vocês terem uma ideia, ali, ele demorou 13 anos para acontecer.”
Disse Dárcio França.
O prédio tinha aparência de rampa, mas não era skatável. Para viabilizar a descida, uma empresa especializada desenvolveu a superfície esportiva, enquanto outra equipe cuidou da estrutura metálica necessária para sustentar o revestimento. Dárcio citou também a participação de uma empresa de Santo André na solução de engenharia.
A montagem enfrentou condições climáticas difíceis, incluindo um tornado que derrubou uma tenda usada como base. Placas de 6 por 8 metros, estruturadas em metal e revestidas de madeira, precisaram ser içadas por guindastes. O trabalho também envolveu estudos de velocidade, força G, frenagem e uso de airbag.
“Foi bem desafiador.”
Disse Dárcio França.
O treinamento de Sandro começou antes da descida final. Segundo o relato, os estudos técnicos simularam peso, velocidade e impacto, e o atleta chegou a treinar até 130 km/h. A preparação também incluiu 45 kg de peso no corpo para simular força G e exercícios para aprender a frear contra o airbag sem se machucar.
A dimensão do projeto foi comparada à megarrampa tradicional, citada no episódio como uma estrutura de 27 metros. O feito registrado pelo Guinness envolveu recordes de altura e velocidade, mas Dárcio ressaltou que outros números da operação, como volume de material, lonas, logos e estrutura, também mostravam a escala do projeto.