Telas não substituem interação no desenvolvimento da linguagem infantil
Dra. Juliana Lozano afirma que fala se desenvolve na troca presencial, com histórias, músicas e brincadeiras.
Dra. Juliana Lozano alertou que o uso de telas por crianças pequenas pode prejudicar o desenvolvimento da linguagem quando substitui a interação social. A médica afirmou que o ideal é não haver exposição a telas até os dois anos, embora reconheça que essa orientação seja difícil para muitas famílias.
“A linguagem se desenvolve com a interação social.”
Disse Dra. Juliana Lozano.
Segundo Juliana, a criança aprende linguagem observando o rosto, a boca, a entonação e as expressões de quem convive com ela. Histórias, músicas cantadas, brincadeiras e conversas fazem parte do estímulo cotidiano.
“A musiquinha da tela não substitui a música cantada pela mãe.”
Disse Dra. Juliana Lozano.
A entrevistada explicou que vídeos infantis, mesmo com música ou estímulos visuais, não oferecem o mesmo tipo de troca que uma relação presencial. O desenvolvimento da fala depende da resposta do outro, da imitação, da expressão facial e da experiência compartilhada.
Ela também citou práticas simples, como sentar em roda na escola, contar histórias e cantar com a criança. Esses momentos ajudam a criança a reconhecer susto, medo, alegria e outras nuances que fazem parte da comunicação.